Noites maldormidas podem ser um alerta de asma

Quanto mais os estudos sobre a asma avançam, mais se descobre que é uma doença multifatorial. Apesar de ter uma origem genética, ou seja, é uma doença crônica, a asma também se agrava por causa de maus hábitos e outras doenças associadas.

Muito já se sabe sobre a influência de obesidade, sedentarismo, refluxo gástrico, ansiedade e também problemas do sono sobre a piora da asma. E é sobre esse último fator que iremos falar.

Noites maldormidas não diminuem a qualidade de vida dos asmáticos apenas pelo cansaço, mas também porque podem intensificar as crises da asma.

Segundo um artigo publicado no European Respiratoty Journal, adultos com insônia crônica têm até três vezes mais chances de desenvolver asma ou de ter crises mais agudas da doença. A insônia é inclusive bastante comum entre os asmáticos.

O estudo feito por cientistas da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia analisou durantes 11 anos quase 18 mil voluntários. O resultado foi alarmante: as pessoas que apresentavam alguma dificuldade em dormir era 108% mais propensa a ter asma.

A pesquisa mostra que as alterações no corpo causadas pela falta de sono reparador prejudicam as vias respiratórias. Isso significa que, além de tratar a asma em si, é muito importante tratar a insônia para evitar um quadro grave de crises ou até mesmo o aparecimento da doença em pessoas que se consideravam saudáveis.