Os efeitos negativos da asma na economia

Pode-se afirmar que 2 a 3 em cada 10 brasileiros têm sintomas de asma. Por ser uma doença crônica relativamente comum, seus efeitos ainda são bastante subvalorizados.

Muito se fala sobre a influência negativa da doença na vida dos asmáticos, e estudos recentes apontam para outro fator muito importante: como a asma impacta direta e indiretamente a economia.

Segundo pesquisa do IBOPE, realizada no Brasil, 72% dos entrevistados com asma disseram que a doença prejudica suas atividades cotidianas, como trabalho e escola.

Nos EUA não é diferente. Lá, existem 6,5 milhões de crianças com asma e cerca de meio milhão de hospitalizações por ano. Ao todo, estima-se que são gastos 13 bilhões de dólares com a asma todos os anos.

Para se chegar a esses números, são avaliados os custos diretos, aqueles relacionados a tratamento; e custos indiretos ou sociais, ou seja, a perda de produtividade por conta do absenteísmo e ao número de mortes associadas à asma.

A situação é preocupante por conta da prevalência da doença em escala mundial. Em todo o planeta, os gastos com a asma ultrapassam os da tuberculose e da AIDS juntos. Em países em desenvolvimento esse impacto é desastroso: cerca de 2% de todo o dinheiro gasto em saúde é com a asma, além do defasado acesso aos serviços de saúde e a disponibilidade de medicações.

A asma é uma doença grave que afeta não apenas a qualidade de vida de quem sofre com a doença, mas de todo um sistema que acaba se tornando vulnerável por conta dos efeitos econômicos negativos que ela gera.