Asma -Diagnóstico Errado pode Matar

Asma: por que ainda diagnosticamos errado?

Apesar de ser muito comum, a asma ainda é confundida com outras doenças respiratórias e cardíacas. Alguns sintomas como falta de ar, tosse seca e chiados são comuns nessas doenças e também na asma.

Nas crianças, por exemplo, são muito recorrentes as bronquiolites causadas por vírus e aspiração de corpos estranhos (balas, pedaços de caneta, partes de brinquedo). A má formação do pulmão e do coração também pode confundir o diagnóstico.

Já nos adolescentes e jovens adultos, as bronquites virais, embolias de pulmão e doenças causadas por fumaça e produtos usados no trabalho são as principais causas de diagnóstico errado.

Em idosos, a bronquite crônica com enfisema – em fumantes – e a insuficiência cardíaca são comumente confundidas com asma.

Informar-se sobre a asma é a única forma de ter um diagnóstico assertivo.

A asma, em geral, começa na infância ou na adolescência. Quase 80% dos pacientes com asma alérgica têm rinite e essa alergia é herdada de familiares.

O mais importante sobre a asma é que ela não tem cura e seus sintomas são intermitentes. Geralmente são desencadeados por pó, poeira, mofo, produtos químicos, mudança brusca de temperatura, ou seja, é uma alergia respiratória.

Se o paciente passa a apresentar sinais já adulto e, especialmente se já fumou, há grande probabilidade de não ser asma.

O maior problema do diagnóstico errado é não garantir qualidade de vida para pacientes com asma. A pessoa que sofre com falta de ar tem muito receio de ter uma crise. E esse medo é compreensível: 3 pessoas morrem de asma todos os dias no Brasil.

A Iniciativa Global Contra a asma, GINA, quer disseminar informação sobre a doença para profissionais da saúde.
Veja o vídeo e conheça nosso trabalho.

https://www.youtube.com/watch?v=qGf53za9xsg